segunda-feira, setembro 10, 2012

À Segunda Vista (16-06-2012)

O que dizer, então,
dos incontáveis amores
assim, à primeira vista?

Sentimentos instantâneos,
versos fingidos,
sorrisos vigaristas.

Noutro peito,
até, quem sabe,
desabroche flor bonita.

E um sorriso se abra
e depois a calça.
E o sutiã e outra carícia.

E a manhã tingida
trará nova fuga
e novo amor que exiba.

Novos delírios,
outras delícias.
E o dom do letrista.

Semi-sinceros,
seguem seu curso.
Supramalícia.

À segunda vista:
amores-trapaça.
Fraudes bem-sucedidas.