Do recato,
juvenil,
das despedidas
nos carros.
Do riso branco
que vicia
e me guia
pro seus lábios.
Do prazer
da companhia
e da cova
quando ria.
Do portão,
de ferro,
que barra
meu desejo.
Do meu corpo
que pede
e cobiça
o seu inteiro.
Do sabor
da reconquista
que incomoda
e me fustiga.
Do tesão,
contido,
em meu corpo,
perdido.
E a espera
do convite
pra subir
que não existe.
E nesse dia,
estranho,
um fulgor
sem tamanho.
Só reforça
o desejo
em possuir
essa mulher...