quarta-feira, agosto 13, 2014

A Morte (24/02/2013)


Ela comia os velhos
com muito gosto.
Adorava as pelancas,
os ossos frágeis,
as vistas cansadas,
e as rugas do rosto.

De vez em quando,
na surpresa do impulso,
levava uma criança
ou rapaz ainda moço.

A morte é absoluta e irrestrita –
finitude do todo –
tem passe livre
nas fronteiras da vida.