sábado, novembro 26, 2011

Contido (25-08-2011)

Do recato, 
juvenil, 
das despedidas 
nos carros. 

Do riso branco 
que vicia 
e me guia 
pro seus lábios. 

Do prazer  
da companhia 
e da cova 
quando ria. 

Do portão, 
de ferro, 
que barra 
meu desejo. 

Do meu corpo 
que pede  
e cobiça 
o seu inteiro. 

Do sabor 
da reconquista 
que incomoda  
e me fustiga. 

Do tesão, 
contido, 
em meu corpo, 
perdido. 

E a espera 
do convite 
pra subir 
que não existe. 

E nesse dia,  
estranho, 
um fulgor 
sem tamanho. 

Só reforça  
o desejo 
em possuir 
essa mulher...

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