sexta-feira, março 11, 2016

Pátria Amada (24.03.2014)

Quando meu andar perdido
e solitário de andarilho
avista as velas dos barcos,
o sabor do sal é conhecido
e o vento torna-se íntimo.
É a velha doçura
de sentir-se em casa,
contrariando o autoexílio.
O mar é sempre
esta mesma brasa
do ventre que me pariu
e sou sempre marinheiro
desse meu destino.
O mesmo vento balança
essas muitas palmeiras
e as mesmas moças
caminham nas calçadas.
Um sentimento patriota
me ocupa o pensamento:
o mundo – e cada canto
onde me reinvento –
é a minha pátria amada...

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