Morena do Porto
que passas sisuda
nem sequer
me olha torto.
O azul do teu olho,
de tão azul,
de tão fascinante,
humilha o mar e o Douro.
Rapariga carrasca
de um coração latino
e uivando
de dor.
Tuas faces brancas
que o sol de Portugal roseia,
não vacilam.
Não mudas teu semblante.
E assim maltratas
este viageiro errante,
que levará na bagagem
estes breves instantes…
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