domingo, agosto 14, 2011

Avelino (05/05/2011)


A palavra  
que não existiu 
me disse  
que sim! 

Amor,  
admiração  
e honestidade 
são apenas palavras. 

Amontoados de letras, 
organizadas, 
numa convenção convicta, 
só querem dizer. 
Não são. 

Tais sentimentos 
rejeitam a escrita, 
fogem da traqueia. 
Moram na retina, 
dilatam as pupilas. 

Um olhar. 
Este não entra 
no jogo ambíguo 
e sinuoso 
da palavra. 

Mil delas não são. 
O olhar é sincero. 
E o olho é a janela, 
pela qual se vê o amor de pai.

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