Avelino (05/05/2011)
A palavra
que não existiu
me disse
que sim!
Amor,
admiração
e honestidade
são apenas palavras.
Amontoados de letras,
organizadas,
numa convenção convicta,
só querem dizer.
Não são.
Tais sentimentos
rejeitam a escrita,
fogem da traqueia.
Moram na retina,
dilatam as pupilas.
Um olhar.
Este não entra
no jogo ambíguo
e sinuoso
da palavra.
Mil delas não são.
O olhar é sincero.
E o olho é a janela,
pela qual se vê o amor de pai.
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