quinta-feira, agosto 11, 2011

Non (08/05/2011)


Oito de maio 
é um dia triste 
dos países baixos 
a Paris. 

É a noite 
feia e agonizante 
dos filhos apartados 
pelo exílio voluntário. 

As estrelas  
do céu de Amsterdam 
são belas 
como as noites da Bahia. 

Mas ela, 
que é a estrela guia, 
desfalca a constelação. 
Perco o brilho. 

E começa a batalha 
contra o não-ter 
através dos finos fios 
de fibra ótica... 

O temor da perda, 
a expectativa de rever 
e o frio do norte 
me fazem fraco. 

Meus sentidos suplicam 
pelas sensações do lar, 
numa alucinação  
sinestésica e atóxica.  

Volto pra uma casa 
órfã e distante, 
sem o amor quente 
do colo de mãe. 

E nessa noite, 
a incerteza sonhadora  
dos projetos infindos 
dá lugar às mais doces lembranças... 

Um comentário:

  1. Sou uma mãe feliz!
    Lindas palavras meu filho querido (e poeta!).
    Te amo!

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