sexta-feira, setembro 02, 2011

Desaforo (08/07/2011)


Desapareça
na grande rede
de intrigas
do mundo.

Não olhe pra trás,
não se dê ao trabalho.
Não marque horário,
não desperdice as agendas.

E o tempo
apressado.
Em poucos caracteres,
apertados.

Está certa!
Não queira ouvir a voz!
Não pense mais em nós,
não pense em mim!

Não queira ser bengala
de coisa passada.
Seus ouvidos não são penicos
pra lamúrias de ex-amor.

Siga deste modo.
Não conte nada.
Não queira saber,
nem mostre a cara.

Pra ver faces limpas,
sem amor e sem gosto,
melhor o esgoto
da fossa que há aqui.

Não mais espero,
não quero respostas.
Continue dando as costas,
está bem assim!

Quando eu puder,
quebrar as correntes,
esteja satisfeita,
não mais saberá de mim.

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