Quando se apagam
as luzes do dia,
abrem-se as cortinas
e ligam-se os refletores.
E então,
só ela existe,
levitando docemente
nas pontas dos pés.
Ali,
tudo é só dela.
Cada olhar
deseja a bailarina.
Essa entidade hipnótica
pisa em cada coração
nas voltas frenéticas
de seu movimento rotatório.
Vertiginosamente,
a dançarina alucina
os espíritos
com sua elegância singela.
Quando a noite dorme,
porém,
tudo é silêncio e paz
em sua beleza.
O cabelo displicente,
preso no alto da nuca
e o rosto limpo
reforçam o encanto.
Sinto seu calor
embaixo dos lençois.
Me enrosco
em seu corpo.
E neste amolecer
do quase-acordar
tenho o paraíso.
Sem amarras.
Pois, só nós sabemos
o quanto vale
o gosto sincero
de uma mulher de manhã...
Poesias de sua autoria??? Parabéns!!!
ResponderExcluirSão sim, professor. Valeu!
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