Meu corpo dormente
jogado na cama.
E tu te esquivas
pela tangente.
Eu te olho cansado
e ainda com desejo.
Tu te limpas
como quem tens pressa.
Miro teu corpo
dos pés à cabeça.
Tu ajeitas as madeixas
e te viras assim.
Eu continuo encantado
com os farois de teus seios.
Tu me olhas com carinho
e mandas beijos pra mim.
Eu te pego com paixão
e encosto meu corpo.
Tu, já de calcinha,
te esfregas um pouco e sorri.
Eu, de novo teso,
ainda mais louco.
Tu me beijas bem
da boca ao pescoço.
Te jogo na cama
e digo: “me amas?”.
Tu fazes que sim
e me acolhes em teus braços.
Eu, ainda nu,
já não caibo em mim.
Aí tu, de novo ligeira,
sentas na sala
pra ver não-sei-o-que.
E eu, fico de cara,
duro na cama,
perguntando o porquê...
Meu filhão é mesmo um poeta!
ResponderExcluirLindo!