quarta-feira, junho 26, 2013

Centro da Saudade (05/07/2012)

Digerindo as novidades,
a gastrite atestada.
Acordados, só eu e a cidade.
Nenhum dos dois diz nada.

O silêncio escandaloso
me invade, já tarde.
E o sentimento, escorreito,
ainda vive, ainda arde.

Tão adequada noite de sono
ou dose de uísque puro malte
pra exorcizar demônios,
bem discreto, sem alarde.

E nada acontece.
A solidão (que se instale!)
e a mudez dessa rua
só me impõem nova saudade...

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