terça-feira, junho 14, 2011

Bahia na Roda (30-08-2009)

Bahia minha  
preta velha.  
Bahia na roda,  
de samba,  
de capoeira. 
Roda viva.  
Vira casaca.  
Foge e se esconde. 
Se trasveste 
e transforma.   
Roda de fogo,  
a qual nos cerca 
Não podemos, 
não há como sair, 
sem que a queimemos  
ou que sejamos queimados.  
Bahia velha pomba 
gira em meu juízo, 
me deixa com medo e aflito 
de perder-te de vez, 
de não mais encontrar, 
o que ela faz e já fez. 
Terna terra-parodoxo, 
há quem diga: 
Puta, vítima, algoz,  
mãe, amor e amiga.

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