segunda-feira, agosto 22, 2011

Fazendo Amor (19/06/2011)

Um louvor a momentos inesquecíveis, guardados com todo o carinho...


Em minha memória 
teu corpo branco 
és sinônimo metonímico  
de corpo de mulher. 

Tua carne dura, 
teus lábios rosados, 
o cabelo natural 
e o cheiro que eu gosto. 

O encaixe dos beiços 
e dos corpos, 
que, para mim,  
é o mais perfeito. 

Teus mamilos oprimidos 
contra meu peito 
juntam os corações 
num quase-beijo. 

Tua respiração forte, 
a minha ofegante. 
Ao pé do ouvido, 
sussurros constantes. 

Minha mão 
procura teu sexo liso. 
E então não há 
mais nada além de nós. 


Minha língua que brinca, 
ao redor de teu ouvido, 
deixando teu corpo 
num arrepio molhado. 

E os nossos olhos 
se encontram. 
Entre verdes e castanhos, 
apenas o “sim”. 

Intermináveis beijos 
por todo teu corpo, 
com mordidas sutis, 
vão me deixando louco. 

Minha barba te arranha  
e tu, na manha, 
te afastas, 
sem cortar o clima. 

E me vens por cima, 
montas em mim. 
Faz o que queres, 
fazes assim. 

E de repente, 
somos quase-um. 
Num ritmo gostoso 
já estou em ti. 

E tu, 
já te entregastes, 
neste amálga louco,  
no cume do amor. 


E o gozo. 
Compassado,  
simultâneo, 
nos faz renascer. 

Tu pousas em meu ombro, 
então, amoleço. 
E, semi-acordados, 
é o fim do começo. 

2 comentários:

  1. é sempre bom passar pelos lugares que te ajudam a limpar o pensamento, adoro visitar esse blog!!! beijos, drica (de gabi).

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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