Um louvor a momentos inesquecíveis, guardados com todo o carinho...
Em minha memória
teu corpo branco
és sinônimo metonímico
de corpo de mulher.
Tua carne dura,
teus lábios rosados,
o cabelo natural
e o cheiro que eu gosto.
O encaixe dos beiços
e dos corpos,
que, para mim,
é o mais perfeito.
Teus mamilos oprimidos
contra meu peito
juntam os corações
num quase-beijo.
Tua respiração forte,
a minha ofegante.
Ao pé do ouvido,
sussurros constantes.
Minha mão
procura teu sexo liso.
E então não há
mais nada além de nós.
Minha língua que brinca,
ao redor de teu ouvido,
deixando teu corpo
num arrepio molhado.
E os nossos olhos
se encontram.
Entre verdes e castanhos,
apenas o “sim”.
Intermináveis beijos
por todo teu corpo,
com mordidas sutis,
vão me deixando louco.
Minha barba te arranha
e tu, na manha,
te afastas,
sem cortar o clima.
E me vens por cima,
montas em mim.
Faz o que queres,
fazes assim.
E de repente,
somos quase-um.
Num ritmo gostoso
já estou em ti.
E tu,
já te entregastes,
neste amálga louco,
no cume do amor.
E o gozo.
Compassado,
simultâneo,
nos faz renascer.
Tu pousas em meu ombro,
então, amoleço.
E, semi-acordados,
é o fim do começo.
é sempre bom passar pelos lugares que te ajudam a limpar o pensamento, adoro visitar esse blog!!! beijos, drica (de gabi).
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